O Sapo e o Escorpião

Um dia um sapo ia passando quando, de repente, é abordado por um escorpião. Este pede ao sapo que o carregue até o outro lado do rio. O sapo, desconfiado, nega o pedido dizendo que não havia garantias de que o escorpião não iria picá-lo após chegar ao outro lado.
O escorpião insiste, pede ao sapo que confie nele e, por fim, consegue convencê-lo. O escorpião então sobe nas costas do sapo, e este passa a atravessar o rio.
Então, de repente, ainda no meio do caminho, o escorpião pica o sapo. E este olha para trás e em seu último suspiro pergunta:
- Por que fez isso? Agora nós dois vamos morrer.
Ao que o escorpião responde:
- Não pude evitar. Afinal, eu sou um escorpião.

Foi com essa história em mente que essa personagem recebeu o nome com o qual ficou mais conhecida: Scorpion.
Mas apesar dele, ao passar do tempo ela passa a ser conhecida apenas como Jo.

Joanne Rivers é, sem a mínima dúvida, a personagem mais complicada, interessante, misteriosa, e (cá entre nós) irritante da história. Ela começa a história como um vulto, uma sombra, um alguém que aparece do nada, quando bem entende, e sempre está um passo a frente de todos.

A história do escorpião e do sapo passa uma mensagem bem simples: Animais raramente vão contra seus instintos. E, como uma sábia pessoa diz na história… É contra o instinto do ser humano ter poder e não se deixar corromper por ele.
Jo é a prova viva de que toda a regra tem a sua exceção. Extremamente forte, determinada, e inteligente. Jo já começa a história vários passos à frente dos outros, não apenas em informação, mas também em nível de consciência,  ela já entende melhor o que está acontecendo, e já aceita o fato de que não pode mudar isso. Ela já começa sabendo o que várias outras pessoas ainda vão demorar para descobrir durante a história, tudo no mundo tem o seu motivo.
Para que se compreenda melhor como exatamente a história do escorpião se encaixa aqui, vou explicar um pouco a natureza das habilidades dela.
Jo pode aprender qualquer habilidade, de qualquer um, a qualquer momento, com raras exceções. Isso não é uma coisa que ela pode controlar, ela vê alguém fazendo alguma coisa, ou usando algum poder e ela simplesmente sabe como copiar. E por um lado isso pode ser muito bom, mas por outro pode ser um fardo enorme.
Então durante praticamente a vida inteira dela ela acumula essas informções, essas habilidades, alguma bem simples como tocar piano, outra mais incomuns como atirar bolas de fogo pelas mãos, ou ler pensamentos. Eventualmente isso chega a um ponto em que ela pode fazer qualquer coisa.

Agora quanto tempo levaria para um ser humano comum ser corrompido por um poder como esse? Então a grande questão por trás da história dela é: Será que alguém realmente pode ir contra os seus instintos?

Camila de A. Sortica

~ por crazynation em Julho 6, 2008.

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