Escrever Não é Brincar de Deus

Algumas pessoas dizem que em uma história (livro, novela, peça de teatro, etc…), Deus é o autor. Mas na verdade a primeira coisa que eu percebi é que você não pode simplesmente fazer qualquer coisa com um personagem.

A partir do momento em que você apresenta esse personagem e ele entra na história ele passa a ser um ser humano como qualquer outro (considerando que ele seja humano), sendo assim ele tem suas crenças, sua personalidade, seus hábitos, vícios, fortes e fracos… Como qualquer outra pessoa. Ou seja, você não pode fazer um personagem dizer ou fazer uma coisa que uma pessoa com esse perfil não diria ou faria. Exemplo: Você tem um personagem e ele é religioso, você não pode fazer com que ele faça ou diga algo que vá contra o que ele acredita, a não ser que isso seja coerente com a história. Se você tem um personagem que é cego, você não pode fazer com que ele descreva a cor de alguma coisa, porque ele não está vendo.A maior dificuldade para mim a princípio foi isso. Hoje não é mais. Já me acostumei com o jeito de cada um dos meus personagens. Conheço cada um deles muito bem, eu preciso.

O mais engraçado é que alguma vezes a história me leva por caminhos que eu preferia não percorrer, mas a verdade é que por mais que eu gostaria de fazer um final feliz para todos na história, isso não vai ser possível. E como a minha história se passa na época medieval, muitos personagens ainda vão morrer, ou pior, até o final. Três deles já morreram, dos mais importantes, não queria que fosse assim. Mas a verdade é que foi necessário para o desenvolvimento da trama, e de vários outros personagens que até então dependiam desses. Agora eles são obrigados a andar com as próprias pernas. É a vida. A vida deles pelo menos.

Camila de A. Sortica

~ por crazynation em Abril 24, 2008.

Uma resposta to “Escrever Não é Brincar de Deus”

  1. E…..alguns,poderiam voltar, mais tarde, atraves da memoria de outro ??

    Beijinhos…mil deles..em todo vc

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