Uma Visão Geral da Coisa

Postado em Pensamentos com categorias, , às Maio 8, 2008 por crazynation

Nos próximos posts eu vou começar a falar um pouco dos meus personagens… Para esse efeito, hoje, eu vou explicar um pouco do ambiente em que eles vivem, e de como é a minha idéia dessa história.

A história que eu estou escrevendo é narrada pelos personagens. A cada capítulo, por um personagem diferente. O formato dela é assim: Título do capítulo depois o nome do personagem, data e localização, depois o texto. Como se a história fosse um recorte de varios diários. Os “capítulos”  não estão em ordem cronológica, por isso a localização e a data em cada um.

Essas pessoas estão vivendo no século XIV, em um reino fictício que é dividido em cinco grandes cidades e alguns vilarejos menores. Cada uma dessas cidades é independente da outra, tem suas regras, suas tradições e o seu líder. Obviamente, alguns bons clichês não podem ser desperdiçados, então uma delas é maior e mais rica do que as outras.
Entre essas cidades existe uma grande e densa floresta, nela também vivem alguns personagens.

Cold River é a maior e mais rica das cidades, Brownstone é a segunda maior e segunda mais rica, óbvio que as duas estão em conflito quase o tempo todo. Dark Haven é a terceira, mas não parece estar nem aí para as outras.

Bridgeton era a segunda maior cidade, criada a partir de escravos fugidos, ou libertos de Cold River, que atravessaram o Rio. Um guerra se iniciou entre as duas cidades e Bridgeton acaba sendo destruída. Valley, a cidade viznha à Bridgeton é a menor de todas.

Os personagens nascem e vivem em diferentes lugares desse reino, e acabam por se encontrar de alguma forma e por algum motivo que nem eles conhecem.  Alguns deles fazem coisas que pessoas normais não conseguiriam, outros não. O objetivo deles a princípio é a penas um: Sobreviver.

Camila de A. Sortica

Escrever Não é Brincar de Deus

Postado em Pensamentos com categorias, , , às Abril 24, 2008 por crazynation

Algumas pessoas dizem que em uma história (livro, novela, peça de teatro, etc…), Deus é o autor. Mas na verdade a primeira coisa que eu percebi é que você não pode simplesmente fazer qualquer coisa com um personagem.

A partir do momento em que você apresenta esse personagem e ele entra na história ele passa a ser um ser humano como qualquer outro (considerando que ele seja humano), sendo assim ele tem suas crenças, sua personalidade, seus hábitos, vícios, fortes e fracos… Como qualquer outra pessoa. Ou seja, você não pode fazer um personagem dizer ou fazer uma coisa que uma pessoa com esse perfil não diria ou faria. Exemplo: Você tem um personagem e ele é religioso, você não pode fazer com que ele faça ou diga algo que vá contra o que ele acredita, a não ser que isso seja coerente com a história. Se você tem um personagem que é cego, você não pode fazer com que ele descreva a cor de alguma coisa, porque ele não está vendo.A maior dificuldade para mim a princípio foi isso. Hoje não é mais. Já me acostumei com o jeito de cada um dos meus personagens. Conheço cada um deles muito bem, eu preciso.

O mais engraçado é que alguma vezes a história me leva por caminhos que eu preferia não percorrer, mas a verdade é que por mais que eu gostaria de fazer um final feliz para todos na história, isso não vai ser possível. E como a minha história se passa na época medieval, muitos personagens ainda vão morrer, ou pior, até o final. Três deles já morreram, dos mais importantes, não queria que fosse assim. Mas a verdade é que foi necessário para o desenvolvimento da trama, e de vários outros personagens que até então dependiam desses. Agora eles são obrigados a andar com as próprias pernas. É a vida. A vida deles pelo menos.

Camila de A. Sortica

O Começo do Início…

Postado em Pensamentos com categorias, , às Abril 23, 2008 por crazynation

Bom, primeiramente, eu vou me apresentar… Meu nome é Camila de Albuquerque Sortica. Tenho 18 anos, moro em Porto Alegre, ainda não faço faculdade, basicamente passo os meus dias fazendo 3 coisas: Cuidar do meu sobrinho, ouvir música, e escrever.

Sinceramente, nunca gostei muito de escrever à mão. Minha letra não é bonita, fica pior ainda se escrevo muito rápido e, cá entre nós, eu sou meio preguiçosa para escrever mesmo.
Mais do que sou preguiçosa para escrever, sempre fui preguiçosa para copiar matéria de aula… Sempre odiei. Enfim, a partir do primeiro ano do ensino médio, eu comecei a passar o tempo de “copiação” das aulas escrevendo uma história que, no final, não consegui continuar. Me desfiz daquele caderno, e de vários outros depois daquele. Fiz várias histórias diferentes, a uníca coisa que nunca mudava eram os personagens.
Eu era realmente apaixonada por aqueles personagens. Tanto que me agarrei à possibilidade de fazer algo de útil com eles. A personalidade de cada um deles me fascinava de tal forma que eu cheguei realmente a pensar algumas vezes que nunca eu havia visto personagens desse tipo em nenhum livro que já li na vida. Não é arrogância, é verdade. Talvez eu só não tenha lido o suficiente…
De qualquer forma… Essa idéia, ao contrário de todas as outras que já tive, não se desfez. Ela cresceu de tal forma, a tamanhas proporções, que eu realmente não consegui deixá-la de lado, como tantas vezes fiz com tantas outras boas idéias. Resolvi organizar os meus pensamentos soltos e escrever a história até o fim.

Tentei, a príncipio, escrever no computador. Não deu certo.
Eu não tenho tanto tempo assim no computador, e as idéias geralmente me vinham nas piores horas, e como todo o impulso criativo… Desapareciam com o tempo.
Resolvi então, fazer aquilo que trouxe até aqui em primeiro lugar. Comprei um caderno de 200 folhas, algumas canetas, gastei uns oito reais nisso, e comecei a escrever.

O caderno de 200 folhas já está cheio há muito tempo. Estou quase no fim de um outro caderno, usado, que peguei das coisas velhas da minha irmã. Eu nunca fui tão longe antes… E isso é, ao mesmo tempo, excitante e assustador. Acho que no fundo eu tenho medo de perder sejá lá o que for que me levou a tentar fazer isso, isso é assustador. Ao mesmo tempo, todas as vezes que preciso parar de escrever (geralmente quando meu irmão vem me pedir para apagar as luzes, quase à uma hora da manhã), eu sinto aquela curiosidade de saber o que acontece à seguir, como se eu não estivesse escrevendo a história, apenas lendo. E isso me impulsiona, me leva a continuar escrevendo. Por nenhum outro motivo, apenas para que eu mesma possa saber o que acontece.

Eu resolvi escrever nesse blog pelo mesmo motivo: Para que eu possa guardar em palavras esse sentimento. Para que aqui fique registrado o que eu passei com o processo de escrever essa história. Porque uma coisa que não se pode apagar e começar de novo é a vida, e ela passa muito rápido.

Camila de A. Sortica