Espelho Meu

•Fevereiro 23, 2009 • 1 Comentário

Falei muito, mais comigo mesma do que com outras pessoas, a respeito de pontos de vista.

Será possível duas pessoas olharem algo e verem exatamente a mesma coisa? É possível alguém saber o que é real em um mundo onde tudo parece falso? É possível alguém estar certo ao contrário de todos os outros, quando todos vêem só aquilo que querem ver?

As perguntas são incontáveis, e intermináveis. Mas uma delas insiste em me perseguir… Como as pessoas vêem a si mesmas?
Eu sei como eu me vejo. Sei que provavelmente ninguém me vê assim. Se é que alguém realmente me vê, ou a qualquer outra coisa além do próprio nariz. Claro, sejamos justos, conheço pessoas que realmente têm a capacidade de prestar atenção a outro ser humano. Mas são tão poucas que posso contá-las nos dedos de apenas uma mão.
Eu vejo a mim mesma como alguém que carrega uma coisa muito importante, mas não faz idéia do que realmente isso seja. Me vejo como alguém que tem os mesmos problemas e responsabilidades que todas as outras pessoas, mas que tem muito mais consciência disso. Eu me vejo como duas possibilidades: Uma pessoa que enxerga em meio a um bando de cegos, ou uma pessoa cega em meio a uma enorme ilusão de ótica.
De qualquer maneira, o resto me vê apenas como uma figura, em meio a tantas outras, um pedaço de paisagem. Se é que ao menos me vêem.

Olho as pessoas da minha família, e as pessoas passando na rua e me pergunto como eles me vêem. Mais do que isso, me pergunto como eles vêem a si mesmos. Porque eu sei como eu os vejo.

E podem acreditar, eu os vejo…

Confusão Mental Profunda….

•Fevereiro 5, 2009 • 1 Comentário

Aqueles que estão na minha lista de msn podem ter notado, ou não, a frase ao lado do meu nick: Confusão mental profunda…

A minha mente ultimamente parece uma sala lotada de pessoas, todas falando alto e ao mesmo tempo. E eu tento ouvir o que elas dizem, mas só ouço barulho. Caos, desordem. E não adianta tentar mandar todo mundo calar a boca e me deixar pensar… Todas essas pessoas, são partes de mim. Todas elas tem algo a dizer e eu tenho muito pouco tempo para ouvir uma de cada vez. Caos total.

Falando em caos, ordem, e frustração mental… Eu acho que vou aproveitar e falar um pouco de outro personagem importante. Um que, no momento atual, eu gostaria que estivesse aqui para me dar um conselho.

Sebastian Rivers é pai da Crystal (anteriormente mencionada). Ele é um dos líderes da Alcatéia e apesar de aparecer pouco na parte inicial da história ele é citado do início ao fim dela.
Bastian é um contador de histórias, não só um líder, mas um professor e um mestre. Tudo o que ele aprendeu na vida dele é um livro aberto, mesmo que ele próprio não seja. Ele ensina aos outros personagens tudo o que eles precisam saber, na maioria das vezes sem que eles percebam que estão aprendendo algo. Um dia, de repente, quando eles precisam da informação ela está lá.
Bastian é um cara tranquilo, não fala muito, e geralmente quando fala ninguém entende nada daquilo que ele quer dizer, não de imediato pelo menos. Ele gosta de aprender tudo, sobre absolutamente tudo. Qualquer coisa, por mais inútil que pareça, é interessante para ele.

Esse cara, se estivesse aqui podia me ajudar. Mas sendo que não está acho que vou ter que sentar comigo mesma e ter uma conversa séria.

Até a próxima

Histórias Curtas

•Janeiro 22, 2009 • Deixe um comentário

Os Dois Cães

Era uma vez, em uma época muito antiga, um velho sábio e seu discípulo.
Ao ser questionado pelo discípulo a respeito do bem e do mal, o mestre olhou o rapaz nos olhos e disse:

- Vou explicar da seguinte maneira: Dentro de cada um de nós existem dois cães. Um deles e mesquinho e cruel, o outro bom e gentil. E os dois estão constantemente em conflito, por serem forçados a coexistir em um espaço que não comporta os dois. De modo que o natural é que um deles se imponha sobre o outro.

- Mas, Mestre… Qual dos dois irá vencer no final?

O mestre sorriu, e respondeu.

- Aquele que você alimentar.

O Mestre Zen

Em um pequeno vilarejo uma vez, um menino ganhou de presente do pai, um cavalo.
E todos disseram “Que bom! Ele ganhou um cavalo.”
Nesse mesmo vilarejo havia um mestre zen que a,o ver a cena, não esboçou qualquer reação. “Veremos…”, ele disse.
Então, algumas semanas depois o menino caiu do cavalo, quebrou a perna, e não pôde mais andar. E todos tiveram pena do rapaz, exceto o mestre zen, que novamente não teve reação, apenas disse: “Veremos…”.
Pouco tempo depois o vilarejo entrou em guerra e todos os jovens foram chamados para lutar, menos o garoto, que não podia andar.
E todos disseram: “Que sorte a dele!”. Exceto o mestre zen, que apenas sorriu e disse: “Veremos…”

Novo Dia

•Janeiro 15, 2009 • 1 Comentário

Hoje eu acordei melhor, não digo melhor, mas… Mais calma. A raiva tem vida curta, o que é bom porque… eu acredito que não há nada demais em sentir raiva de vez em quando. Acho até muito mais saudável do que ficar remoendo as coisas em silêncio. Mesmo que incomode muito mais.

Enfim… Ando escrevendo mais ultimamente. Estou muito feliz com os caminhos que a história vai traçando, tanto que preciso me contar para não contar mais do que o absolutamente necessário.

Enfim, ando com alguns livros que queria ler e alguns filmes que precisava assistir de novo. Tenho também algumas pesquisas inevitáveis a fazer, mas, inevitável e inadiável são duas palvras muito diferentes…

Sinto mais falta é de ter alguém com quem discutir o que estou escrevendo. A única pessoa que leu tudo até agora foi a minha mãe, mas ela não fala muito se gostou ou não do que leu. Mas imagino que tenha gostado.

Que se Exploda!

•Janeiro 14, 2009 • 1 Comentário

Hoje eu acordei com raiva. Não acordei simplesmente irritada como várias outras vezes…. Acordei com raiva.

Não se perguntem, como eu também me perguntei, o motivo dessa raiva. Porque acho que ninguém ao menos lembra, nem mesmo eu. As coisas importantes raramente são lembradas hoje em dia.

O que eu tive, foi um daqueles sonhos, sabem aqueles sonhos que se repetem e quando você finalmente acha que vai conseguir ir um pouco adiante você acorda? Um desses sonhos.

Não vou dar detalhes do que acontece nesse sonho, porque não diz respeito à mais ninguém. Mas é muito frustrante.
Então vou deixar o meu relato por isso mesmo. Deixo que outras palavras tentem explicar o que eu senti.

Let The Flames Begin (Paramore)

What a shame we all became
Such fragile, broken things.
A memory remains
Just a tiny spark.

Que vergonha nós nos tornamos
Coisas tão fragéis e ditorcidas
Uma memória permanece
Apenas um pequena fagulha

I give it all my oxygen,
To let the flames begin.
So let the flames begin.
Oh, glory.
Oh, glory.

Abro mão de todo o meu oxigênio
Para deixar que a chamas comecem
Então deixe que a as chamas comecem
Ó, glória
Ó, glória

This is how we’ll dance when,
When they try to take us down.
This is what will be.
Oh, glory.

É assim que iremos dançar quando
Quando eles tentarem nos derrubar
É isso que nós seremos
Ó, glória

Somewhere weakness is our strength,
And I’ll die searching for it.
I can’t let myself regret
Such selfishness.

Em algum lugar a fraqueza é nossa força
E eu vou morrer procurando por ele
Não posso me arrepender
Quanto egoísmo

My pain and all the trouble caused,
No matter how long
I believe that there’s hope

A minha dor e todos os problemas causados
Não importa o quanto durem
Eu acredito que há esperança

Buried beneath it all and
Hiding beneath it all, and
Growing beneath it all, and…

Soterrada por baixo de tudo e
Se escondendo por baixo de tudo e
Crescendo por baixo de tudo, e…

This is how we’ll dance when,
When they try to take us down
This is how we’ll sing it, oh
This is how we’ll stand when
When they burn our houses down.
This is what will be.
Oh, glory.

É assim que iremos danças quando,
Quando eles tentarem nos derrubar
É assim que iremos cantar
É assim que iremos resistir quando
Quando eles incendiarem nossas casas
É isso que nós seremos
Ó, glória

Reaching as I sink down into light…
Reaching as I sink down into light…

Me esforçando enquanto afundo dentro da luz…
Me esforçando enquanto afundo dentro da luz…

This is how we’ll dance when,
When they try to take us down
This is how we’ll sing it.
This is how we’ll stand when,
When they burn our houses down.
This is what will be.
Oh, glory

É assim que iremos danças quando,
Quando eles tentarem nos derrubar
É assim que iremos cantar
É assim que iremos resistir quando
Quando eles incendiarem nossas casas
É isso que nós seremos
Ó, glória

Memórias(?)

•Janeiro 10, 2009 • Deixe um comentário

É complicado….Eu já comentei aqui o quanto a música é importante para mim (se você não leu volte a página, não seja preguiçoso). Mas não falei a respeito da influência da música naquilo que estou fazendo.

Podem dizer que é idiotice, talvez seja, mas eu não ligo. A questão é que, quando ouço certas músicas às vezes eu lembro de coisas que, não aconteceram comigo (pelo menos não nessa vida). Eu vejo cenas dentro da minha mente, como se a pessoa que está cantando a música estivesse contando essa história.
Não só isso mas a música também me ajuda a sentir o que aquela pessoa estaria sentindo.
Por isso cada um dos personagens tem a sua música, e algumas partes mais marcantes da história tem até a sua trilha sonora.

Parece idiotice, não é? Mas é verdade.

Não sei se são memórias, sonhos, ou só criações minhas essas cenas, mas são bem reais para mim. E não só ajudam mas causam muitos problemas também.

Mas é como dizem: Tudo tem o seu motivo, mesmo que a gente não veja nenhum.

A Volta dos Que Não Foram…

•Novembro 19, 2008 • Deixe um comentário

Sei, faz muito tempo que não escrevo aqui. Mas, em compensação, tenho escrevido em outros lugares.

Muitas coisas aconteceram nesse tempo em que fiquei afastada, mas, acho que nada que eu realmente queira comentar…

Eu me inscrevi no vestibular, decisão da qual já começo a me arrepender, cada vez mais se torna claro para mim que eu preciso de um notebook, ou não vou conseguir terminar o livro no prazo que eu mesma havia me imposto, minha vó morreu ontem à tarde e eu ainda não tenho muita certeza se eu estou realmente lidando com isso como deveria, é muito cedo pra dizer…
Minha sobrinha deve nascer em uma ou duas semanas, o que é muito bom, mas, significa mais trabalho pra mim.

E por fim… Eu acordei com uma dor terrivel nas costas que, eu imagino, tem tudo para ser stress.

Espero que tudo melhore daqui para frente.

O Fim do Mundo

•Agosto 28, 2008 • 1 Comentário

Eu acho engraçado como as pessoas gostam de pensar no fim do mundo… Quantos filmes atualmente falam sobre esse assunto? Cada uma deles, um final diferente: Vírus mortal, desastres naturais, 3ª Guerra Mundial, invasão alienígena, um deles até tinha um vírus mortal alienígena…

De qualquer maneira, eu acho engraçada essa atração que as pessoas têm pelo fim do mundo. É como se todos tivessem alguma consciência de que do jeito que nós estamos indo, não dá mais. Só que todos preferem ir ao cinema, ou gastar milhões de dólares fazendo mega produções cinematográficas, a realmente gastar seu tempo, ou dinheiro tentando achar uma solução, uma cura para esse vírus que torna, cada vez mais, a raça humana em uma força devastadora atuando contra o nosso planeta.

Quanto ao fim do mundo, eu tenho a minha própria teoria:

Trecho da Música "When the World Ends" do Dave Matthews

Trecho da Música "When the World Ends" : A paixão se erguerá das cinzas, quando o mundo terminar."

Até a próxima…

A Trilha Sonora

•Agosto 26, 2008 • Deixe um comentário

Eu cansei de falar sobre a história, e hoje não estou com vontade de falar sobre o que está acontecendo comigo, seja lá o que for isso…

Hoje eu decidi falar sobre uma coisa que me afeta profundamente… Música.

Para uma música ser boa, na minha opinião, ela precisa ter um instrumental bom, alguém que cante bem, e precisa falar sobre alguma coisa. A grande maioria das músicas que eu gosto são assim. Não todas, porque eu também sou gente, hehehe.

Hoje eu vim citar abaixo 12 músicas que eu acredito que todos deveriam ouvir, pelo menos uma vez.

  1. Aerosmith – Dream On
  2. Prince – Purple Rain (única música decente dele, na minha opinião)
  3. Scorpions – Still Loving You
  4. Queen – Bohemian Rhapsody
  5. John Lennon – Imagine
  6. Seal – Kiss From a Rose
  7. Metallica – Unforgiven
  8. Metallica – Unforgiven II
  9. Roxette – Fading Like a Flower
  10. Evanescence – My Immortal
  11. Rolling Stones – Wild Horses
  12. Live – Run Away

São 12 músicas q eu acho q todos deviam ouvir, ao menos uma vez, com a tradução do lado, hehehe.

Até a próxima então…

Visita de Cortesia

•Agosto 4, 2008 • 2 Comentários

Hoje tô aqui mais por obrigação do que por outro motivo. Não que eu me sinta na obrigação de escrever…. Eu é que meio que estou me obrigando a juntar uma letras e vê se sai algo de útil.

Ultimamente não tenho tido vontade de escrever, e pela primeira vez em meses, o meu projeto está parado. Não é exatamente sem motivo, mas os motivos, para os fins desse blog, são irrelevantes.

É engraçado como, às vezes, nós sabemos das coisas sem saber como sabemos. É uma questão, talvez, de alma. Ou talvez haja outra explicação… Não sei. Eu tenho minhas teorias, acredito nelas, mas não esperaria isso de mais ninguém.

Como às vezes eu fecho os olhos e vejo chamas da altura de casas de dois andares, ou às vezes ouço gritos no fundo da minha mente e não sei de onde vêm, ou como talvez às vezes eu sinto como se estivesse correndo o mesmo caminho a tanto tempo que não lembro mais aonde ele começou e nem para onde ia. Ou como às vezes eu olho para algumas pessoas e vejo coisas que nem elas sabiam que estavam lá… E ao mesmo tempo olho para mim mesma e não vejo nada. Não porque não haja nada lá, mas porque eu simplesmente tenho medo do que eu possa descobrir.

Eu sei que, mesmo que poucos admitam, todos se sentem assim, pelo menos de vez em quando, eu ao menos tenho a decência de admitir isso, e tentar transformar essas coisas em algo que tenha algum valor. Porque medo por medo, não serve para nada. O que vale mesmo é aonde o medo nos leva.

Camila de A. Sortica